quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cibercultura: panorâmica

Como afirma André Lemos, "vivemos já a cibercultura. Ela não é o futuro que vai chegar mas o nosso presente".

Em verdade, a sucessão de eventos que nos colocou diante do micro-computador pessoal conectado em rede, que integra telecomunicações e informática, nos fez adentrar a Era Digital, que articula simbioticamente a sociedade, a cultura e as novas tecnologias de informação e comunicação; esse momento é o que ora se denominada cibercultura.

O imaginário coletivo, as subjetividades humanas, as formas de experimentar e conceber o mundo são, então, profundamente tranformadas. A sequência de slides a seguir procura demarcar alguns dos principais fatores que caracterizam a cibercultura, ou seja, tenta observar a perspectiva dos novos paradigmas que pontuam a cultura contemporânea marcada pelas tecnologias digitais.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Agentes Inteligentes rumo à web 3.0

Diante da galáxia de dados contidos no ciberespaço, é impossível navegá-lo sem um roteiro, sem um mapa que conceda sentido à organização da informação. É aí que entram os agentes inteligentes: programas de inteligência artificial que rodam de forma autônoma e automática na rede, como é o caso dos buscadores (ferramentes de busca).
Por exemplo, cada dia que passa, mais e mais usuários têm utilizado o Google como página inicial de seus browsers. A aposta, inclusive, de diversas empresas que atuam no âmbito da convergência das mídias (Microsoft, Google, Yahoo etc) coincide com a de tantos outros teóricos e técnicos da cibercultura: com o crescimento exponencial do ciberespaço, os agentes inteligentes terão que evoluir bastante para nos ajudar a gerenciar roteiros de navegação mais precisos. Talvez avancem tanto que cheguem a reconfigurar a manipulação direta feita pelos usuários (mouse/cursor ou touchscreen) para efetuarem uma contundente mediação na relação homem-máquina, bem dentro da lógica do que vem se anunciando como web 3.0 - a internet semântica.


video

Em recente entrevista à CNET, Bill Gates, o eterno chefão da Microsoft, confirmou que o Projeto Natal não se restringirá ao XBOX, mas também atuará em PCs. O homem do Windows disse que o periférico de captura de movimentos não é só para games, mas para "consumidores de mídia como um todo". E o avatar do vídeo acima (batizado de Milo) poderá ser configurado e assumir as características que cada usuário bem entender. Gates, enfim, garante que as divisões do Windows e do Xbox já testaram a tecnologia e profetiza a sua breve popularização. É esperar pra ver.

Para fazer donwload do video clique aqui: http://www.4shared.com/file/134727308/4fd1faa9/Projeto_Natal_-_E3_2009_-_Interaco_entre_o_jogador_e_o_Xbox_360.html

domingo, 20 de setembro de 2009

Hipermídia e Inteligência Coletiva

A capacidade do computador constituir-se como suporte capaz de agregar em si imagem, texto, áudio, vídeo, faz com que a hipermídia proporcione uma mudança profunda de relação de indivíduos e mídias. O hiperlink desconstrói o paradigma da experiência linear de constituição da mensagem, ocasionando o hipertexto, a informação construída na forma de um circuito, onde não há seqüência, inicio, meio ou fim. Sem cair na armadilha do determinismo (tanto tecnológico quanto social), podemos afirmar que o "trio hiper" (mídia, link e texto) é análoga aos modos contemporâneos de viver, uma vez que a idéia de descontinuidade, fragmentação e não-linearidade estão no cerne do cotidiano da sociedade atual.

http://amaquinasomosnos/

No desenvolvimento dos sistemas hipermídia, um ponto a se destacar é que, além do usuário fazer seu próprio roteiro pela rede, ainda contribui no tecer da malha informacional, pois que é ativo produtor de conteúdo (web 2.0). O conceito de inteligência coletiva entra exatamente nesse contexto, onde todos participam e colaboram na construção do universo de informações que vão adensar o ciberespaço.
Vale refletir, não obstante tudo isso, que não podemos cair num técno-utupismo e olhar todo esse processo como uma ótima mudança para a produção de informação sem uma análise mais critica, pois, neste ínterim, não se pode desconsiderar a (ir)relevância dos conteúdos gerados por esses usuários. A questão é: o quê se está produzindo?
Não parece custoso admitir, por exemplo, que boa parte do que se produz na internet não está vocacionada para o bem coletivo, como anteviram alguns teóricos otimistas da cibercultura.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Artigo Intercom 2009 - Curitiba

No XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que rolou em Curitiba, Sandro Tôrres apresentou seu artigo "Comunicação e Inteligência Artificial: Aspectos da Mediação Tecnológica Diante de uma Nova Geração de Agentes Inteligentes", que levantou no evento grande debate. Segue o resumo do assunto e o link para fazer o download do artigo.Fique por dentro dessa discussão também.

A inteligência artificial tem se desenvolvido francamente nos últimos anos e a premissa de participação cotidiana na experiência digital contemporânea vem se solidificando, principalmente diante do crescimento exponencial do universo de informações que integram o ciberespaço. Desse modo, o artigo se propõe a observar o avanço tecnológico de agentes inteligentes e trazer à discussão a potencialidade de mediação/interação que esses dispositivos tecnológicos ensejam.

Faça o download do artigo completo: http://www.blogger.com/comunica%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o%20e%20intelig%C3%83%C2%AAncia%20artificial

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Interface Gráfica

A popularização do computador só foi possível graças ao aperfeiçoamento da interface gráfica do usuário, que transformou linhas de comando e códigos complexos dominados por poucos em uma linguagem compreensível para usuários comuns (nós). Para que fique claro como a interface possibilita a interação entre homem e máquina vou me apropriar da definição escrita por Poster, que compara a interface com uma “membrana” na medida em que ela ao mesmo tempo separa e conecta o homem e o maquínico. Atualmente, como pode ser conferido no vídeo, a interface mais conecta do que separa. Nesse contexto, é difícil definir uma divisão clara entre o que é virtual e o que é físico, mas esse é outro post.


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